sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Notas do Ideb já podem ser consultadas na internet



Amanda Cieglinski - Agência Brasil - 15/08/2012 - Brasília, DF
Já está disponível no site do Ministério da Educação (MEC) o sistema de consulta aos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011. Na página, é possível consultar a nota de cada escola, da rede de ensino, dos municípios e estados, além de comparar a nota atual com a de anos anteriores e verificar se as metas de melhoria da educação foram atingidas.
O indicador, que é calculado a cada dois anos, estabelece uma nota de 0 a 10 para cada escola, rede de ensino, município e estado, além da média nacional que, em 2011, foi 5 pontos para os anos iniciais do ensino fundamental.
Se nos anos iniciais houve crescimento de 0,4 ponto, nos anos finais a melhora é mais lenta– a nota passou de 4 pontos em 2009 para 4,1 em 2011. No caso do ensino médio, a situação é mais grave: na média nacional, a meta de 3,7 pontos foi atingida, mas nove estados pioraram seu desempenho em relação a 2009.
O Ideb atribui uma nota diferente para três etapas da educação básica: anos iniciais (1º ao 5º ano) e anos finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental e ensino médio. Todos os entes federados e escolas têm metas a serem cumpridas até 2022, bicentenário da Independência do Brasil

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Inscrições abertas para exames de certificação dos Ensinos Fundamental e Médio

A inscrição para os exAmes de certificação deve ser feita online até o dia 27 de agosto
 
Jovens e adultos que estão fora da escola ou da idade regular de ensino já podem se inscrever para os exames de certificação dos Ensinos Fundamental e Médio, até o dia 27 de agosto. O regulamento e a adesão podem ser feitas por aqui, com o preenchimento dos dados pessoais. As provas serão realizadas em 28 de outubro.
Para as certificações do Ensino Fundamental, os candidatos devem ter idade mínima de 15 anos ou a completar até a data da avaliação e mais de 18 anos para o Ensino Médio. Detentos também podem participar.
O exame será composto por uma redação e quatro provas objetivas, conforme o nível de ensino. Para o Fundamental, a avaliação abordará língua portuguesa, inglês, arte e educação física; matemática; história e geografia; e ciências da natureza. Na prova destinada à certificação do Ensino Médio, as questões serão sobre língua portuguesa, inglês ou espanhol, arte e educação física; química, física e biologia; matemática; e história, geografia, filosofia e sociologia.
“A garantia da oportunidade de conclusão de ensino é uma das mais importantes ações da política pública e expressa o compromisso da Educação com a população de jovens e adultos do Estado, inclusive aqueles em situação de privação de liberdade”, afirma Maria Lucia Barros de Azambuja Guardia, coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
Para mais informações, consulte a equipe da Central de Atendimento da Secretaria da Educação. O contato deve ser feito pelo telefone 0800-7700012, das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira.

Secretaria de Estado da Educação
Centro de Aplicação de Avaliações - CEAPA
Exames Supletivos - 2012 - Ensino Fundamental e
Ensino Médio
COMUNICADO CEAPA

1 - Período de Inscrição, das 10h00min do dia 13/08/2012 às 18h00h do dia 27/08/2012;

2 - Requisitos para a Inscrição nos Exames Supletivos:
    . Para o Ensino Fundamental, o candidato deverá ter 15 anos completos ou a completar na data da realização da primeira prova;
    . Para o Ensino Médio, o candidato deverá ter 18 anos completos ou a completar na data da realização da primeira prova.

3 - Para efetuar sua inscrição tenha em mãos o seu documento de identidade (RG) e o seu CPF, documentos obrigatórios.


FAÇA SUA INSCRIÇÃO no link ao lado.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Nova lei das cotas em universidades federais vai afetar vestibular deste ano

Débora Bergamasco - BRASÍLIA - O Estado de São Paulo - 09/08/2012 - São Paulo, SP
Quem prestar vestibular no fim deste ano já poderá ser afetado pela Lei das Cotas, aprovada nesta terça-feira, 7, pelo Senado. O texto vai ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff em até 15 dias e passará a valer assim que for publicado. As universidades federais terão até quatro anos para se adaptar às novas regras, mas até um ano para adotar ao menos 25% do que a lei prevê - ou seja, terão de implementar o novo modelo de cotas em uma escala menor. Reitores criticaram a medida, alegando que fere a autonomia universitária.
A federal que promove apenas um vestibular por ano terá necessariamente de adotar esse sistema de cotas em seu exame do final de 2012 ou início de 2013. Já universidades que realizam duas provas anuais, como a UnB, de Brasília, poderão adotar o novo sistema só em meados do ano que vem.
A nova lei prevê que 50% das vagas de todos os cursos e turnos das federais sejam reservadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública. Uma parte dessas vagas deve ser dedicada a negros, pardos e índios, e outra a alunos com renda familiar igual ou menor a 1,5 salário mínimo per capita. A maioria das universidades já adota algum tipo de ação afirmativa, mas poucas atingem um porcentual de 50% das vagas.
Em meio à satisfação da presidente Dilma Rousseff e ao descontentamento dos reitores, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, optou por não comentar nada sobre a aprovação da lei das cotas.
Oficialmente, ele quer primeiro conversar com a presidente, se inteirar sobre o assunto, para só então se manifestar. Nos bastidores, a conversa é outra. Entre os que trabalharam pela aprovação do projeto de lei é quase unânime a tese de que Mercadante nunca foi simpático ao sistema.
Ele teria, até mesmo, pedido várias vezes que o projeto não entrasse na pauta de votação - resistência atribuída à rejeição do tema no Estado de São Paulo, seu reduto eleitoral. Mas o cenário foi ficando cada vez mais propício para a votação dessa lei especialmente após a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal da constitucionalidade das cotas.
Outro facilitador, acreditam interlocutores, foi a saída de Demóstenes Torres (sem partido-GO) do Senado, que sempre foi forte opositor das cotas e grande agregador de parlamentares.
Aprovado o projeto, a quebra da autonomia universitária é a principal crítica de reitores à decisão do Senado. Representante dos reitores, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) posiciona-se contra o projeto desde que a tramitação começou.
`Quase todos os reitores são a favor de políticas afirmativas, mas as ações devem ser estabelecidas a partir da autonomia, respeitando a especificidade de cada região`, afirma o presidente da Andifes, Carlos Maneschy, reitor da Federal do Pará (UFPA). `Aqui no Pará definimos cota de 50% para escola pública, nem haverá grande mudança. Mas fomos nós que decidimos e essa fórmula não pode ser aplicada em todas.`
Para o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Walter Albertoni, a definição de 50% é preocupante e pode resultar em queda de qualidade de ingressantes, principalmente em cursos mais exigentes, como Medicina. `Ainda não dá para saber como vai ser o desempenho com esse porcentual`, diz ele. A Unifesp reserva 10% de vagas de cada curso e o desempenho dos alunos é considerado bom, segundo Albertoni.
O reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Helio Waldman, discorda. Segundo ele, é imprescindível porcentual como esse. `Não adianta colocar cotas pequenas. Quando se tem 10%, por exemplo, frequentemente a nota de corte é até superior ao dos não cotistas, pois essas vagas serão preenchidas por alunos vindos de escolas técnicas e colégios militares, que, em geral vêm de famílias com renda alta`, diz ele.
Intromissão. O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, criticou a `intromissão indevida` do Congresso. `O Senado está transferindo a responsabilidade do ensino médio de qualidade, que cabe aos governadores e prefeitos, para as universidades. Estão passando o pepino`, afirmou Salles. Recentemente, a UFF aprovou a reserva de 25% das vagas.
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) precisará de poucos ajustes para se adequar à lei. `Nossa política de cotas é semelhante à aprovada pela Câmara`, diz a reitora Dora Leal Rosa.
Em vigor desde 2004, o sistema de cotas da UFBA reserva 43% das vagas a estudantes que tenham cursado todo o ensino médio - além de pelo menos um ano do ensino fundamental - em escolas públicas. Além disso, oferece 2% das vagas a descendentes de índios.
Dentro da cota, 85% são direcionadas a negros e pardos, seguindo as proporções da população baiana. / COM BRUNO DEIRO, CLARISSA THOMÉ, OCIMARA BALMANT e PAULO SALDAÑA

Fenep: lei de cotas faz País assumir que rede pública é ruim



Da Redação - Terra Educação - 09/08/2012 - São Paulo, SP
Escolas particulares do Brasil estão criticando o projeto aprovado na última terça-feira no Congresso Nacional que reserva 50% das vagas das 59 universidades federais do País a alunos da rede pública. De acordo com a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) Amábile Pacios, a aprovação da lei faz com que o governo assuma que as escolas públicas do País são de má qualidade. `O que temos que discutir na sociedade não são as cotas, mas por que as crianças de escolas públicas não têm condições iguais às que estão na escola particular`, afirmou.
O que falta para o projeto entrar em vigor é a presidente Dilma Rousseff, que é a favor da iniciativa, sancionar a proposta. De acordo com o governo, a medida amplia o acesso de setores menos favorecidos da população ao ensino superior. `Essa lei, se sancionada pela Dilma, vai dizer primeiro que todos concordam que a escola pública é de má qualidade, o governo vai estar assumindo isso. Segundo, vão estar dizendo que precisam corrigir já que não dão informação, facilitando o acesso dos estudantes à universidade`, disse Pacios.
Para a presidente da Fenep, a escola particular se tornou a única opção para as famílias devido à qualidade do ensino. `Não queremos ser a única opção. Temos interesse na escola pública de qualidade, o que queremos saber é por que os alunos não tem essa qualidade no ensino público`, disse. Além disso, Pacios afirma que a decisão do governo não vai resolver o problema da rede pública de ensino. `Estamos resolvendo uma dívida e já criando outra para resolver no futuro`.
Ela explica que um aluno de rede pública que não tem uma base escolar de qualidade estará sendo prejudicado ao ingressar na universidade e comprometendo na busca de empregos e estudos. `Quando você coloca um aluno de escola pública de má qualidade em uma faculdade de quatro anos, ele levará oito para terminar. A qualidade vai amarrar o aluno na caminhada da universidade`, afirmou Pacios. `Não é fazendo uma lei que vamos corrigir. Temos que melhorar o investimento não só em dinheiro mas em gestão`, concluiu.
Na noite desta terça-feira, os senadores aprovaram o projeto que regulamenta o sistema de cotas raciais e sociais nas universidades públicas federais em todo o País. Pela matéria, relatada pela senadora Ana Rita (PT-ES), metade das vagas nas universidades deve ser separada para cotas.
A reserva será dividida meio a meio. Metade das cotas, ou 25% do total de vagas, será destinada aos estudantes negros, pardos ou indígenas de acordo com a proporção dessas populações em cada Estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A outra metade será destinada aos estudantes que tenham feito todo o segundo grau em escolas públicas e cujas famílias tenham renda per capita até um salário mínimo e meio.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

E. E. MÉXICO – CRONOGRAMA DAS REUNIÕES DE CONSELHOS PARTICIPATIVOS 2º BIMESTRE


Período
Horário
01º/08  quarta
02/08  quinta
03/08 sexta
MANHÃ
7h00 7h45
1A
9ºA
2A
7h50  8h35
1B
 9ºB
2B
8h40  9h25
1C
 9ºC
2C
9h30  10h15
1D
9ºD
3A
10h20 11h05
1E
9ºE
3B
11h10 11h55
1F
9ºF
--


01º/08 quarta
02/08 quinta
03/08 sexta
TARDE
13h00 13h45
7ºA
8ºA
6ºA
13h50 14h35
7ºB
8ºB
6ºB
14h40 15h25
7ºC
8ºC
6ºC
15h30  16h15
7ºD
8ºD
6ºD
16h20 17h05
7ºE
8ºE
6ºE
17h10 17h55
--
8ºF
--


01º/08 quarta
02/08 quinta
03/08 sexta
NOITE 
19h00 19h45
1G
2D
3C
19h45  20h30
1H
2E
3D
20h30 21h15
1I
2F
3E
21h15  22h00
1J
--
--
22h00 22h45
1K
--
--

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Governo falha ao introduzir tecnologia na escola



Paula Reverbel - Revista Veja - 20/06/2012 - São Paulo, SP
Os professores de escolas públicas brasileiras quase não utilizam recursos tecnológicos – como computadores e internet – nas atividades mais realizadas em sala de aula. A constatação é de uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), órgão responsável pela produção de indicadores sobre uso da internet no Brasil.
As atividades realizadas diariamente pela maioria dos professores ouvidos pelo levantamento – aulas expositivas, exercícios, interpretação de textos e suporte personalizado a estudantes – são as situações em que computadores e internet são menos usados. As ferramentas tecnológicas são usadas por apenas 13% dos docentes no atendimento individual a alunos, por 16% dos educadores na interpretação de texto, por 21% deles na resolução de exercícios e por 24% durante aulas expositivas.
As atividades que exigem pesquisa são menos frequentes nas escolas pesquisadas – são realizadas uma vez por semana ou ainda com menor frequência pela maioria dos professores. Nessas ocasiões, o computador e a internet são um pouco mais empregados. Em 2011, 41% dos professores usaram tecnologia em sala para pesquisas em livros, revistas e internet. A parcela de professores que usa tecnologia para auxiliar na produção de material pelos alunos foi de 31%.
`Quando as atividades deixam de ser diárias, o professor faz uso de tecnologias de informação e comunicação`, explica Juliano Cappi, coordenador de pesquisas do Cetic.br. `Com os dados que recolhemos dos anos de 2010 e 2011, podemos constatar que a adoção de tecnologia nas salas de aula não aumentou, apesar dos esforços do governo.`
Os alunos de escolas públicas adotam tecnologias para atividades escolares em um ritmo mais rápido do que seus professores, de acordo com o Cetic.br. Computadores e internet são usados por 82% dos estudantes para fazer pesquisas. O uso desses recursos para realizar projetos, fazer exercícios e jogar games educativos chega a 72%, 60% e 54%, respectivamente.
Infraestrutura – Os equipamentos nas escolas pesquisadas são escassos. Cada unidade tinha, em 2011, uma média de 500 alunos, 20 computadores de mesa e três notebooks. Além disso, 25% das escolas possuem conexão de internet com velocidade inferior a 1 Mbps (megabits por segundo). O número insuficiente de computadores, a ausência de internet e a baixa velocidade da conexão são apontados por professores e coordenadores das escolas como as principais limitações para a adoção de tecnologia nas salas de aula.
`A abordagem do governo federal é a de levar computadores às escolas através de laboratórios`, explica Cappi. Apesar disso, a pesquisa revela que docentes que levam computadores à sala de aula fazem mais uso de tecnologia em atividades escolares do que colegas que escolhem levar os alunos ao laboratório. `A iniciativa dos professores tem sido fundamental para a integração de tecnologia.` O estudo aponta que os professores estão comprando mais notebook e que 50% deles levam seu notebook para a escola. Dos docentes que têm notebook, 76% compraram o aparelho com recursos próprios.
Escolas particulares – Os professores de escolas particular seguem o mesmo padrão dos de escolas públicas: quanto mais frequente a atividade, menor o uso de tecnologia. Apesar disso, computadores e internet são mais empregados. A presença de tais recursos nas aulas expositivas é de 24% em escolas públicas, contra 36% em unidades privadas.
O estudo do CGI.br analisou 497 escolas públicas e 153 particulares. Entre os professores, foram ouvidos apenas aqueles que ministram disciplinas de português e matemática. Colégios federais, rurais, escolas que só têm educação infantil e escolas de educação de jovens adultos (EJA) não foram ouvidas.

Professores culpam alunos e famílias por baixo rendimento dos estudantes



OCIMARA BALMANT , LUIS CARRASCO, ESPECIAL PARA O ESTADO DE SÃO PAULO - O Estado de São Paulo - 20/06/2012 - São Paulo, SP
Para os professores das escolas públicas brasileiras, a dificuldade de aprendizagem dos alunos não é culpa deles: apenas 11% dos profissionais da área creditam o baixo rendimento ao não cumprimento do currículo ou à insegurança física da escola. A responsabilidade sobre o fracasso, para 60% deles, é da família e do próprio aluno.
Os dados foram tabulados pelo Estado a partir do questionário da Prova Brasil 2009, respondido por 216.495 docentes de instituições públicas de todo o País que dão aulas para alunos do 5.º e 9.º ano do ensino fundamental, público-alvo da avaliação.
No ranking dos culpados, que apresentou 14 opções de resposta aos docentes, o nível cultural dos pais e, entre os alunos, a baixa autoestima, o desinteresse e a indisciplina ocuparam as sete primeiras posições (veja quadro nesta página). No primeiro lugar - como principal problema que afeta o desempenho dos estudantes, apontado por 68,9% dos professores - está o não acompanhamento, por parte das família, dos deveres de casa.
O índice é 40 pontos porcentuais acima da primeira proposição, que relaciona o rendimento dos alunos à figura do professor.
Ao todo, 26,9% dos docentes acreditam que sua sobrecarga de trabalho dificulta o planejamento das aulas e para 26,4%, os baixos salários geram insatisfação e desestímulo.
Para especialistas, essa percepção dos docentes ajuda a explicar a situação precária da educação no Brasil. `Com isso na cabeça, o professor já desiste do aluno de cara. Nem considera a hipótese de que o menino tem capacidade de aprender`, diz a educadora Guiomar Namo de Mello, diretora de uma instituição dedicada a projetos de educação inicial e continuada de professores da educação básica.
`Essa visão simplista cai se olharmos estudos que mostram que alunos da mesma escola com professores diferentes têm rendimento mais díspares do que o registrado na mesma sala entre os que têm família engajada ou não`, completa.
Para Maria de Lourdes Mello Martins, que trabalha na Comunidade Educativa Cedac, instituição que oferece programas de formação a professores da rede pública, falta capacitação. `Mal preparado, a primeira reação (do professor) é reclamar da família e se isentar da responsabilidade. É claro que uma família atenta, que arruma a mochila e aponta o lápis, é linda. Mas quando você coloca isso como condição, culpa a criança duas vezes: por ela ir mal e por não ter uma família exemplar. Daí é óbvio que os alunos terão baixa autoestima.`
Docentes da rede pública de São Paulo confirmam os resultados do questionário. Para o professor de física Michael Robson Costa, da Escola Estadual Tarcísio Álvares Lobo, os educadores apenas cumprem as exigências da grade curricular. `O retorno tem que ser do aluno`, diz ele, embora admita que o sistema não atraia os estudantes. `As avaliações, as normas, tudo é fora do que eles esperam.`
A participação da família também é bastante citada. `Tem aluno que não tem pai nem mãe. E, quando tem, não se interessa`, comenta a professora de matemática da Escola Estadual Capitão Pedro Monteiro do Amaral, Andrea Landi. Segundo a professora de inglês Melissa Campos, que dá aulas na mesma escola, a ausência da família desestimula não só a criança, mas os educadores. `Alguns largam mão, mas a maioria se interessa, porque você não pode deixar de lado os alunos que querem aprender.`

sexta-feira, 1 de junho de 2012

PAUTA DO 6º ENCONTRO PRESENCIAL DO REDEFOR - POLO DA E.E. MÉXICO


REDEFOR – VI EP na escola – 2 junho 2012

Tema: Inclusão e Aprendizagem na Escola

OBJETIVO DOS ENCONTROS
Discutir a relação da aprendizagem com temáticas do cotidiano escolar, a fim de que os docentes possam compreender a complexidade dos processos que implicam uma aprendizagem significativa, e buscar caminhos que levem à melhoria da qualidade na educação.

Preparação para o VI Encontro Presencial na Escola – 10 minutos
                         
                         O grupo foi dividido em subgrupos, os quais tinham a missão de trazer para este  encontro um levantamento de como sua escola lida com cada uma das nove situações apresentadas no teste de poder de inclusão de Mantoan.


Leituras prévias
                        Mantoan, M.T.E. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003. Disponível em:
                        Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva – MEC, disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf . Acesso em: 17 abr. 2012.
                        Resolução SE nº 72/2009, disponível em: http://siau.edunet.sp.gov.br/ItemLise/arquivos/72_09.htm.  Acesso em: 17 abr. 2012.
                        Decreto nº 54.887/2009, disponível em: http://www.legislacao.sp.gov.br/legislacao/dg280202.nsf/69aaa17c14b8cb5483256cfb0050146e/b12fb3314b0ec03d83257649004bb277?OpenDocument&Highlight=0,decreto,54.887,2009 . Acesso em: 17 abr. 2012.

ROTEIRO DE ATIVIDADES – VI Encontro Presencial
Data de realização: 02 de junho, das 9h às 12h.
Passo 1 – 30 minutos
                         Os participantes apresentam e discutem o material trazido pelos subgrupos.

Passo 2 – 30 minutos
                         Cada subgrupo deverá discutir os aspectos positivos e negativos das práticas escolares relatadas no Passo 1.

Passo 3 – 60 minutos
                         Cada subgrupo deve elaborar um relatório, com foco na aprendizagem dos alunos, que sinalize como a escola e a sala de aula devem funcionar no convívio cotidiano com cada uma das nove situações apresentadas no teste de poder de inclusão de Mantoan.

Passo 4 – 60 minutos
                         A última hora do encontro é dedicada a um espaço de socialização, em que cada grupo deverá apresentar aos colegas o seu relatório.